Educação, saúde, moradia... Está tudo um caos.
Mas eis o que pode parecer novo: O povo brasileiro DESEJA seu próprio mal.
No Antigo Testamento já existiam governantes corruptos, e Jeremias afirma que estas pessoas eram bem sucedidas porque o povo assim desejava (Jr 5.30-31). Os governantes não apenas representam o povo, mas saíram dele. O mesmo costume que temos de ser injustos e buscar proveito próprio, e ainda justificar com o simpático ‘jeitinho brasileiro’, é refletido naqueles que nos governam. A corrupção política nasce na maldade do povo.
Mas de onde vem tanto mal?
Isaías diz que quem mente gera iniquidade (Is 59.3-4). Mentir é considerado algo tão comum que quem não mente é que é perseguido (Is 59.14). Mas, por mais comum que possa parecer, este hábito pecaminoso impede que a justiça aconteça. Aqueles que mentem, o fazem para tirar proveito de algo, roubando, assim, o direito de outro.
Estes governantes corruptos, assim como o povo que representam, acreditam que estão sendo muito espertinhos quando mentem por interesse e impedem que a justiça seja feita (Is 5.21-23). Mas estes homens e mulheres estão na verdade edificando cidades com iniquidade (Mq 3.9-11), e desta mesma injustiça em breve provarão eles e as suas famílias. Assim como um povo corrupto gera iniquidade para si mesmo; governantes mentirosos produzem a injustiça da qual ainda serão vítimas.
Miquéias, ao falar dos governantes injustos também refere-se aos religiosos: “seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.” (Mq 3.9-11). Muitos dos que se dizem servos de Deus envolvem-se com políticas injustas e mentiras; ou assumem este tipo de atitude dentro de seus ministérios, ensinando e trabalhando para interesse próprio. Estes ainda têm a pretensão de achar que estão fazendo o trabalho de Deus e que são protegidos por Ele; estão enganando a si mesmos e ao povo.
Deus condena os que causam opressão contra os que mais precisam de ajuda (Is 10.1-2); condena também a falta de justiça que é fruto da mentira (Is 59.15). Nós, como povo de Deus, devemos nos afastar de tais atitudes, prezando pela verdade, mesmo quando ela parecer prejudicial a nós e ao nosso ministério. É nosso dever também ensinar o povo a não se acostumar com a iniquidade do país e da sociedade, mas lutar contra ela. A arma da Igreja contra a injustiça é a verdade, e temos ao nosso lado Aquele que é A Verdade, para nos dar forças contra a iniquidade.
“A justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas” Is 59.14

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