29 de out. de 2010

De que adianta?




"Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia  e um de vocês lhe disser:

"Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?
Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.

Tiago 2. 15-17

20 de out. de 2010

Deus, O guia do mochileiro das galáxias e a nossa não existência


Douglas Adams, autor da inusitada trilogia de cinco livros “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, ‘provou’ a inexistência de vida no universo desta maneira:

"Sabe-se que há um número infinito de mundos, simplesmente porque há um espaço infinito para que os haja. Todavia, nem todos são habitados. 
Assim, deve haver um número finito de mundos habitados. Qualquer número finito dividido pelo infinito é tão perto de zero que não faz diferença, de forma que a população de todos os planetas do Universo pode ser considerada igual a zero. 
Daí segue que a população de todo o Universo também é zero, e que quaisquer pessoas que você possa encontrar de vez em quando são meramente produtos de uma imaginação perturbada."

Mas milhares de anos antes desta mente confusa nascer, foi escrito sobre Deus: 

“Todos os povos da terra são como nada diante dele. 
Ele age como lhe agrada com os exércitos dos céus e com os habitantes da terra. 
Ninguém é capaz de resistir à sua mão ou dizer-lhe: ‘O que fizeste?’” (Daniel 4.35)

A lógica é a mesma de D. Adams: Existe um Deus tão imenso, que comparados a Ele é como se nós não existissimos. 

Acontece que muitos acreditam em sua própria existência (!), crêem que o ‘nosso’ universo é apenas o palco da história da humanidade. Por isso, questionam as decisões de Deus, não conseguem entender como um Ser que é Bom e Onipotente pode ‘permitir’ que algumas coisas aconteçam. 

Colocando o homem no centro nós esquecemos que o universo só tem um Dono, somos apenas coadjuvantes na história, o papel principal é Dele. Ele decide o que deve ser feito nos céus e na Terra, ninguém consegue contrariá-lo, não podemos nem ao menos repreendê-lo, pois perto dele somos “como nada”.

7 de out. de 2010

Ilusão



"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades!

Tudo é vaidade.

Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade,

antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer:

Não tenho neles contentamento... "

Eclesiastes 1.2 e 12.1

Fotos: Chris New

5 de out. de 2010

Para os que são fortes




Programações inovadoras, pregações dinâmicas, músicos profissionais...

Investimos tudo, damos o melhor dos nossos talentos para construir um ministério forte!

Mas tudo isso pode ser uma grande perda de tempo se esquecermos o que foi dito a igreja em Filadélfia:


“Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.” (Ap 3.8b) 


De nada adianta planejar e administrar seu ministério se a Palavra de Deus não for prioridade.

Em vão trabalham:

o pastor que enche a sua igreja com pregações de auto-ajuda, no lugar de aconselhar bíblicamente;

os líderes de jovens que tem grandes programações, mas nenhum discipulado;

o grupo de louvor que tem qualidade musical e músicos com vidas medíocres.

Desejamos que nossas igrejas cresçam e sejam bem sucedidas durante muito tempo, mas esquecemos que o único que pode nos abençoar desta maneira é Deus.

A porta que Ele fechar nenhum ministério poderá abrir, mesmo que ele seja muito grande e forte (Ap 3.7);

mas Deus colocou diante daquela igreja fraca “uma porta aberta que ninguém pode fechar” (Ap 3.8).

E por que Ele fez isso?

“Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, 
eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo... ”. (Ap 3.10) 


É nossa obrigação estruturar a igreja da melhor maneira possível, para que ela possa servi aos membros e a sociedade.

Mas, se desejamos que Deus se agrade do nosso ministério não podemos abrir mão do principal:

“A Minha Palavra de exortação à perseverança”.

4 de out. de 2010

Injustiça social: A escolha de um povo


Que o Brasil é um dos países com maior desigualdade social do mundo, a gente já sabe.

Educação, saúde, moradia... Está tudo um caos.

Mas eis o que pode parecer novo: O povo brasileiro DESEJA seu próprio mal.

No Antigo Testamento já existiam governantes corruptos, e Jeremias afirma que estas pessoas eram bem sucedidas porque o povo assim desejava (Jr 5.30-31). Os governantes não apenas representam o povo, mas saíram dele. O mesmo costume que temos de ser injustos e buscar proveito próprio, e ainda justificar com o simpático ‘jeitinho brasileiro’, é refletido naqueles que nos governam. A corrupção política nasce na maldade do povo.

Mas de onde vem tanto mal?

Isaías diz que quem mente gera iniquidade (Is 59.3-4). Mentir é considerado algo tão comum que quem não mente é que é perseguido (Is 59.14). Mas, por mais comum que possa parecer, este hábito pecaminoso impede que a justiça aconteça. Aqueles que mentem, o fazem para tirar proveito de algo, roubando, assim, o direito de outro.

Estes governantes corruptos, assim como o povo que representam, acreditam que estão sendo muito espertinhos quando mentem por interesse e impedem que a justiça seja feita (Is 5.21-23). Mas estes homens e mulheres estão na verdade edificando cidades com iniquidade (Mq 3.9-11), e desta mesma injustiça em breve provarão eles e as suas famílias. Assim como um povo corrupto gera iniquidade para si mesmo; governantes mentirosos produzem a injustiça da qual ainda serão vítimas.

Miquéias, ao falar dos governantes injustos também refere-se aos religiosos: “seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.” (Mq 3.9-11). Muitos dos que se dizem servos de Deus envolvem-se com políticas injustas e mentiras; ou assumem este tipo de atitude dentro de seus ministérios, ensinando e trabalhando para interesse próprio. Estes ainda têm a pretensão de achar que estão fazendo o trabalho de Deus e que são protegidos por Ele; estão enganando a si mesmos e ao povo.

Deus condena os que causam opressão contra os que mais precisam de ajuda (Is 10.1-2); condena também a falta de justiça que é fruto da mentira (Is 59.15). Nós, como povo de Deus, devemos nos afastar de tais atitudes, prezando pela verdade, mesmo quando ela parecer prejudicial a nós e ao nosso ministério. É nosso dever também ensinar o povo a não se acostumar com a iniquidade do país e da sociedade, mas lutar contra ela. A arma da Igreja contra a injustiça é a verdade, e temos ao nosso lado Aquele que é A Verdade, para nos dar forças contra a iniquidade.

“A justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas” Is 59.14

3 de out. de 2010

Injustiça na cidade: De Isaías a Boca do Inferno


Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Pois as suas mãos estão manchadas de sangue,
e os seus dedos, de culpa.
Os seus lábios falam mentiras,
e a sua língua murmura palavras ímpias.

Apóiam-se em argumentos vazios e falam mentiras;
concebem maldade e geram iniqüidade. 
Não se acha a verdade em parte alguma,
e quem evita o mal é perseguido.

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que o rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

A verdade anda tropeçando pelas praças
e a honestidade não consegue entrar.
Por isso a justiça está longe de nós,
e a retidão não nos alcança.

Procuramos, mas tudo são trevas;
buscamos claridade,
mas andamos em sombras densas.

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

Ninguém pleiteia sua causa com justiça,
ninguém faz defesa com integridade.

Olhou o Senhor e indignou-se com a falta de justiça.
Ele viu que não havia ninguém,
admirou-se porque ninguém intercedeu;
então o seu braço lhe trouxe livramento
e a sua justiça deu-lhe apoio.



Fonte: Trechos de Isaías 59 e Epigrama (de Gregório de Mattos, conhecido como 'Boca do Inferno').