Richard Dawkins em “Deus, um delírio” (leia o post anterior para entender a razão deste) afirma que fé é uma ilusão infantil que deveria desaparecer quando atingimos a maturidade.
Em outras obras ele chega a dizer que “crer em Deus é como crer em Coelhinho da Páscoa ou Papai Noel.”
Na teoria pode até parecer uma boa analogia, mas a questão é que esta não é comprovada na prática.
Afinal, algum empresário passou a acreditar em Papai Noel depois de adulto?
Quantos universitários foram convencidos da existência do Coelhinho da Páscoa?
Quais estudiosos passaram a defender o Sr. Noel depois de anos o ridicularizando?
Mas...
Anthony Flew, notável filósofo ateu, passou a crer em Deus aos 81 anos.
C.S. Lewis foi professor em Cambridge e autor premiado, tornou-se ateu convicto na adolescência e ex-ateu aos 34.
Werner Keller, arqueólogo ateu, fazia pesquisas para desmentir a bíblia, e hoje escreve livros defendendo a fé cristã.
Como explicar isto?
Dawkins não explica!
Limita-se a afirma categoricamente que há duas maneiras de se pegar o “vírus da fé”:
Ou porque você é demente, enganado e enganador; passa a crer em uma divindade.
Ou por crer em uma divindade é demente, enganado e enganador.
Fico me perguntando em qual destes grupos está Platão, Aristóteles, Albet Einstein, Isaac Newton, J. R. Tolkien, muitos colegas de Dawkins em Oxford, vários acadêmicos de outras universidadades de ponta e mais de 90% da população mundial.*
Mas isto ele também não diz!
Dawkins não explica, não diz e não convence!
* Sim, go Google it!, todos estes crêem/criam em um Deus.
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