
William Paley, filósofo natural do século XVIII, ficou impressionado com as descobertas de Newton sobre a mecânica celeste, e baseado nisto argumentou a favor da existência de um Criador.
Paley afirma que única maneira sensata de explicar a existência de um relógio é dizer que um relojoeiro o criou. Pois as diversas peças e mecanismos foram propositalmente planejados, produzidos e organizados de tal maneira que o seu funcionamento fosse tão perfeito a ponto de podermos contar até os segundos com ele. Vendo tamanha complexidade não seria sensato dizer que o relógio veio a existir por mero acaso, sem alguém que o planejasse.
Depois, o filósofo refere-se às válvulas do coração para demonstrar a complexidade do que há no mundo; mas nós podemos pensar em um organismo unicelular. Este ser com a capacidade de se alimentar, reproduzir, produzir proteínas, queimar energia, acumular informação hereditária no material genético e duplicar esta informação, é um dos mais simples da natureza, mas é infinitamente mais complexo que um relógio.
Assim, é ainda mais improvável estas células não terem sido planejadas por um criador inteligente, do que um relógio ‘nascer’ de uma explosão no ferro velho.
Durant, Will. A história da filosofia. Rio de Janeiro: Editora Record, 1991.
Lourenço, Adauto. Como tudo começou. São Paulo: Editora Fiel, 2007.
Sensacional!!!
ResponderExcluirCerta vez assisti a uma palestra de um astrônomo que disse que acreditava que deveria haver um criador para contemplar a criação!
Não conhecia esse Paley. Irei ler mais sobre ele.
Abraço.
Olá Joice! Muito legal seu blog. Recomendo a você a leitura do livro A Linguagem de Deus, do Francis Collins (Ed Gente). Ele é um cristão muito sério e foi o diretor do Projeto Genoma Humano. O livro é muito legal, fala sobre criação e evolução de um jeito muito interessante. Um abraço.
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