23 de fev. de 2011

Igreja e comunicação


Cultura digital não é só tecnologia, é transformação. É a cultura das redes, do compartilhamento, da criação coletiva, da convergência. São novos processos de articulação que impactam o modo de vida da sociedade e, portanto, deveriam impactar todos que desejam influenciá-la.
A Igreja se formou em um modelo analógico, o desafio é conseguir digitalizar o modo de organizá-la; e isto é necessário para que ela esteja preparada para comunicar e influenciar nas próximas gerações.
            Alfredo Manevy (secretário executivo do ministério da cultura) afirmou que “Não dá para pensar em certos debates que estão acontecendo na vida contemporânea sem a possibilidade de uma interação que o digital traz”.
Comunicar a Verdade em uma época de interatividade significa que você não será o pregador, será apenas mais um falando no ciberespaço. Para merecer alguma atenção é preciso construir relações criativas entre design, produção de conteúdo e informação. Estética e brevidade são tão importantes quanto conteúdo.
Na interação sempre haverá a crítica, e a internet é muito reativa a críticas. Neste caso deveremos ir contra a cultura, temos que estar preparados para responder com qualidade e amor. Isto é decisivo, porque evangelizar com eficiência no mundo digital é conseguir gerar uma discussão sobre o conteúdo do evangelho que permita o amadurecimento das ideias.
A sociedade está aprendendo a falar, a interagir no mundo digital. A escola não a preparou para um debate público, nem a universidade, e a maioria das grandes instituições ainda não consegue se relacionar com esse cidadão que quer opinar em tudo. É o momento perfeito para que a Igreja encontre seu espaço nesta nova cultura e cumpra sua missão de fazer discípulos em todos os lugares.


Referência bibliográfica: Cultura Digital.br


21 de fev. de 2011

Como começar um ministério de comunicação?


Comunio et Progressio foi escrito em 1971, mas ainda é o mais avançado documento da Igreja Católica sobre comunicação. Tem algumas observações e, principalmente, uma organização que podem auxiliar qualquer igreja que pretenda se envolver com a comunicação.

É dividido em três partes:

Primeira: “Os meios de comunicação social na perspectiva cristã: elementos doutrinais”. É uma teologia da comunicação, que demonstra o dever e o direito da Igreja de utilizar estes meios. O desenvolvimento da mídia é visto como parte do preceito de Deus para ‘possuirmos e dominarmos a terra’; comunicar seria, portanto, um ato de cooperação na criação e conservação do mundo.

Segunda: “Os meios de comunicação social como fatores do progresso humano”. Tenta definir o melhor uso dos meios para alcançar o objetivo da primeira parte do documento. A comunicação deveria ser instrumento para informação, educação, cultura e lazer. Para isso, tanto comunicadores quanto a população em geral deveriam ser capacitados para utilizar bem os meios.

Terceira: “Empenho dos católicos na campo dos meios de comunicação”. É sobre a influência da comunicação no fiel, e na contribuição deste para a comunicação. Afirma que o diálogo não deve ocorrer apenas entre os cristõs, mas deve considerar os pensamentos que ocorrem fora da Igreja; para que possa ser influência na sociedade. Propõe estrutura e formação adequada para as organizações e as pessoas que se envolvem com comunicação dentro da Igreja.

Ainda que seja útil para começarmos a pensar a comunicação na Igreja, existem alguns pontos fracos no documento, um certo idealismo. Não trata das tensões que existem na sociedade, como se elas não afetassem os meios de comunicação; não faz referência, por exemplo, às questões políticas e econômicas, que tanto influencia, e por vezes domina, a mídia. Falta uma análise sociológica que dê profundidade ao texto.

- Fonte bibliográfica: Puntel e Corazza, 'Pastoral da comunicação: diálogo entre fé e cultura'

2 de fev. de 2011

Dica: Boletim Ultimato Jovem

Gostei do #1 Ultimato Jovem, traz as principais atualizações do blog, mas o diferencial é que a maior parte do conteúdo será atualizada pelos leitores, eles poderão enviar fotos de autoria própria e dicas de algo que consideram interessante (livro, banda, blog... ).

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